narrou o radialista, mas o atleticano que assistia não viu ou ouviu a conclusão da jogada. Não ouviu, também, o grito alucinado da torcida. Tampouco pôde perceber que tremia de alegria o Gigante da Pampulha. Porque naquela hora deixou de existir a visão, deixou de existir a audição, deixou de existir o tato e até o Mineirão deixou de existir, só existindo o gol do Atlético.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

o Atlético x Tupi de 13 de abril de 2008

28.976 pagantes compareceram ao primeiro jogo da semifinal do Campeonato Mineiro de 2008 entre Atlético - terceiro colocado na primeira fase - e Tupi, de Juiz de Fora, - segundo colocado. estando meio desacreditado o time belorizontino, parte da imprensa já apostava numa final entre Cruzeiro e Tupi, ficando pelo caminho o Atlético. quando começa, portanto, o jogo, e, com a massa atleticana gritando, logo aos 5 minutos, um gol de falta, de fora da área, para o Tupi.

misteriosamente, aquilo que deveria provocar a mais completa desilusão na torcida preta e branca inflama-a ainda mais. "o Galo é o time da virada / o Galo é o time do amor" começa a ser entoado logo após os dez segundos de suspiro pelo gol tomado, numa altura que chega quase a abafar a narração televisiva do gol juizforano, assistida depois do fim do jogo por mim. o canto laudatório da torcida empurra o time, que faz, cinco minutos depois, o gol do empate. permanece inflamada a torcida, em perfeita sintonia com o time em campo, que faz, no final do primeiro tempo, mais dois gols, sendo um deles incorretamente anulado.

voltam as equipes para o segundo tempo, mais morno, o Tupi empata com mais um gol de fora da área, e novamente a torcida volta a apoiar e acreditar na virada, ainda mais quando é efetuada a entrada do promissor-jovem-craque Renan Oliveira na equipe. quando Renan Oliveira recebe de Danilinho e marca, meio de-qualquer-jeito, o gol da vitória atleticana. e quando Renan Oliveira realiza aquele drible, fingindo ir pegar a bola, mas deixando a passar e correndo para o outro lado, para assim recuperar a posse da redonda, já à frente do seu desnorteado marcador, a massa das arquibancadas se lembra (mesmo a maioria nunca tendo chegado a ver de fato) de seu maior ídolo e inspiração, um centroavante, como Renan Oliveira.

vitória atleticana por 3 a 2.

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